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O espiritismo não tem dogmas,
têm princípios, fundamentos, paradigmas. A reencarnação
explica a razão de estarmos no mundo. Porque alguns nascem
felizes e outros não; porque uns são feios e outros bonitos;
porque alguns são inteligentes e outros não; porque uns nascem
ricos e outros miseráveis. Ora, acreditando na unicidade da
existência seria um absurdo explicar tantas injustiças.
Explicamos ainda os transtornos psiquiátricos, os desvios de
comportamento e a genialidade. O espiritismo é a crença em
Deus, na imortalidade da alma, na comunicabilidade dos
espíritos, a crença na reencarnação. E para acreditar na
reencarnação é fundamental aceitarmos que o corpo morre e o
espírito sobrevive em vários e diferentes mundos. Vivemos
entre ondas magnéticas, vibrações de mentes e intercâmbios
espirituais. Cada um de nós ocupa uma faixa vibratória. De
acordo com nosso padrão de ondas, sintonizamos com outras
ondas equivalentes. Somos a soma das experiências de todas as
vidas que já tivemos. Morrendo entramos num campo compatível
com nossa conduta ética, moral e espiritual. Se nossa vida
moral encontra-se num patamar negativo nossa sintonia também
será negativa com o mundo espiritual! Quando o espiritismo
chegou ao Brasil, em 1875, houve uma violenta reação acadêmica
e clerical, agora suplantada. Hoje as doutrinas ortodoxas
estão em crise por causa da decadência dos costumes e dos
valores e o academicismo desnorteado em conseqüência da
tecnologia. Tudo que era paradigma no Século XX, não é mais no
Século XXI. Existe uma ponte para que não haja dois mundos. É
um mundo só em dois campos vibratórios! |