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Quando o Cristo
mandou que os Fariseus enfurecidos atirassem a primeira pedra,
mas apenas aquele que não tivesse pecado, mostrou-nos que
ninguém está isento, nos cardumes da existências aos chamados
erros do amor. Se não bastasse os erros de outras existências,
quem não teve nesta reencarnação um problema nos transes do
coração. Veremos então que adúlteros todos somos, e por isso,
temos que ser indulgentes para com todos que caíram nessas
teias. Levando tal comportamento para além das bases
materialistas da grande massa heterossexual existente sobre a
terra e seus preconceitos moralistas em bases hipócritas, à
luz da reencarnação é perfeitamente compreensível. Com o
desenvolvimento da humanidade cresce a quantidade de irmãos,
homens e mulheres, somando extensas comunidades em todos os
países, clamando por respeito, atenção e igualdade como
criaturas humanas. O Espírito em suas várias encarnações
através dos tempos e, confirmando que todos são iguais perante
Deus, poderá usar a vestimenta carnal que se fizer necessária,
ora masculina ora feminina, o que sedimenta o fenômeno da
bissexualidade mais ou menos pronunciada em quase todas as
criaturas. Desta forma, a individualidade em Trânsito da
experiência feminina para a masculina, demonstrará fatalmente
traços do sexo que estagiou por muitos séculos. Claramente
compreensível que o Espírito, atendendo aos impositivos
regenerativos, poderá reencarnar com um corpo diferente do que
não correspondeu perante as aspirações divinas. O homem que
abusou das faculdades genésicas arruinando a existência de
outras pessoas, com a destruição de uniões construtivas, é
forçado a buscar nova posição no renascimento físico, em corpo
morfologicamente oposto, aprendendo em regime de prisão, à
reajustar os próprios sentidos. |