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Unidos pelos
vínculos familiares, os espíritos possuem relações advindas de
outras existências. podem ser espíritos afins, simpáticos
entre si, em que é permitida a reencarnação sob o mesmo
ambiente doméstico para tarefas pré-determinadas onde se
objetiva a evolução dos seres; espíritos que de alguma forma
ainda possuem rusgas, débitos recíprocos contraídos no passado
e que necessitam de ajustes e reparações na atual
existência.Dentro do círculo familiar é que encontraremos o
exercício do perdão e do amor. Por intermédio da bênção do
esquecimento do passado, espíritos que se odiavam e se
digladiavam em existências anteriores, unidos em uma nova
encarnação como parentes consangüíneos, são obrigados, por uma
imposição social e humana, a desenvolver o respeito e afeto
recíprocos.Por isso, não é o sangue que unirá o sangue.
Quantas famílias conhecemos totalmente desestruturadas, onde
pais odeiam os filhos e vice-versa. aquilo que o espírito
carrega consigo, de bom e de ruim, é o que determinará o bom
relacionamento entre os seres unidos pelo parentesco. “vossos
filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da
ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de
vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis
outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, porque
eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus
corpos, mas não suas almas. Não procureis fazê-los como vós, ,
porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias
passados. Isto significa que somos todos espíritos livres,
criados simples e ignorantes, e estamos sendo guiados a todo
instante para o caminho da perfeição...
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