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Se
conseguíssemos nos separar de nós mesmos, deixando de lado o
ego, a vaidade e a fantasia, seríamos capazes de ver a vida
como ela realmente é. Tantas e tantas vezes temos vontade de
gritar, de fugir para fora da própria vida que vivemos sem,
entretanto conseguir ver o que realmente está acontecendo, sem
conseguir sequer perceber a vida como ela é. Tudo o que se
precisa para conseguirmos ser felizes e promovermos um real
encontro com nós mesmo, é conseguir apartar, deixar de lado
completamente, o eu mais profundo de toda a vaidade que
estamos revestidos e que proporciona uma vida fantasiosa que
esconde a vida que poderíamos e quereríamos viver. Muitas
vezes estamos vivendo uma vida superficial, de sorrisos
falsos, de brincadeiras mais falsas ainda, com inúmeras coisas
que gostaríamos de fazer e sentir, mas não conseguimos
encontrar a brecha, a trinca de onde atravanca nossa evolução
e nosso eventual ponto de partida para a verdade,
e,conseqüentemente, para uma vida melhor. Aí desesperamos com
freqüência e surge esta tristeza imensa e inexplicável para os
de pouca visão.Normalmente esquecemos que nossas vidas são
continuação do passado, quando, se encarássemos este fato,
poderíamos entender o por que da vida que vivemos hoje. Assim,
da mesma forma e com a mesma intensidade, precisaríamos nos
olhar de frente para o espelho e conseguir ver que a vida de
hoje é o alicerce para o futuro, aí sim, nosso comportamento
mudaria mesmo.A vida, tão simples quanto complexa, nos permite
situações que nos favorecem o descobrimento de nós mesmo, de
nossas virtudes, de nossos defeitos, de nossos anseios e de
nossas decepções sendo, portanto capazes de nos ver através do
espelho da alma, descobrindo a nós mesmos.
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