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Nosso espírito decide
através do seu livre-arbítrio, em pequenas questões, pois em
última instância prevalecem as leis divinas, dotadas de
determinismo inexorável a culminar na sabedoria, beleza,
justiça...Os Espíritos agem portanto sob o comando de uma
diretriz já delineada, cujo fatalismo é sentido obrigatório. À
proporção em que escapam da faixa grosseira da ignorância e
adentram na sutileza das emoções sublimadas mais corroboram
com esse determinismo. Se quisermos entender um pouco da
grandiosidade de Deus, procuremos entender e conhecer a nós
mesmos, criados à Sua semelhança, e estimemos o que é, e do
que será capaz o poder amoroso de Deus. Sem contaminar a
palavra hoje tão vulgarizada e tomada como representação de
sentimentos e atitudes até mesquinhas, diria que Deus é fonte
inesgotável de amor. A fonte que move e sustenta a bipartição
de um simples protozoário e a estabilidade das imensas
galáxias bordadas de bilhões de sóis. Por esse motivo não
pune, não castiga, não é guerreiro, não obriga, não distribui
chagas ou medalhas para nenhuma de suas criaturas.Como energia
criadora criou a lei, e como ninguém é forte fora da lei,
ausentando-se dela, a ela retorna por absoluta falta de opção.
A vida não deixa outra alternativa. É seguir a Deus ou sofrer.
E como ninguém se adapta à dor, embora muitos com ela convivam
por largos anos, acaba cedendo ao chamamento do amor, após a
lapidação imposta por esse mestre tão enérgico, mas tão
solicitado no mundo atual, qual seja, o sofrimento. É um
conforto saber da existência de Deus e ter a segurança de que
não somos órfãos. |