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A crença na ressurreição da
carne é originária dos judeus. Marta responde a Jesus, quando
este lhe diz que seu irmão Lázaro ressuscitaria: (Jo 11,23)Eu
sei que há de ressuscitar no último dia. (Jo 11,24)):Acerca da
ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus disse, Eu
sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e de Jacó? Ora, ele não
é Deus dos mortos, mas dos vivos. (Mt 22, 31-32) .Não há,
portanto, que estranhar que a palavra “ressurreição” usada no
sentido de “reencarnação”.O diálogo de Jesus com Nicodemos (Jo
3, 1-21) é a prova que a tese da reencarnação era aceita entre
os judeus. A saudação de Nicodemos a Jesus, reconhecendo-o que
ele viera da parte de Deus, indica claramente sua crença na
existência anterior à encarnação presente. (Jo 3,3).
Percebe-se claramente que Jesus ferira o ponto que trouxera
Nicodemos à sua presença, pela pergunta (Jô 3,2)que este lhe
fez: Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar
no ventre de sua mãe para nascer segunda vez? Jesus mostra a
distinção entre corpo e espírito. Em verdade, digo-te: Se um
homem não renasce da água e do espírito, não pode entrar no
reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é
nascido do espírito é espírito. Não te admires de que eu te
haja dito ser preciso que nasças de novo. O espírito sopra
onde quer.o mesmo se dá com todo homem que é nascido do
espírito (Jô 3, És mestre em Israel e ignoras tais coisas?
(Jô, 3,10)Nicodemos tinha conhecimento da reencarnação, embora
não a entendesse bem, não porque lhe faltassem estudos, mas
porque resistia em aceitá-la.. |