|
Não há livro nem carteira social
que torne uma pessoa espírita, há sim bom senso e fé, aliás,
fé e trabalho, pois sem isso não se atinge os verdadeiros
objetivos da vida.Caridade e amor. Sim, acho que essa deveria
ser a verdadeira discussão dos espíritas. Como praticar, do
melhor modo, o amor em forma de caridade. Ser espírita, por si
só, não é amor e nem caridade. Ser espírita é ser ação. E qual
a melhor forma de agir senão amando ao próximo? Mas para amar
precisa ser espírita? Para amar basta existirmos..Deixemos de
lado a discussão e as afirmações de que ser espírita é isso ou
aquilo. Amemos. Trabalhemos. Vamos abrir o coração para o
verdadeiro amor tal qual Jesus ensinou. Não há regras, apenas
amor. Não nos preocupemos em dizer que somos dessa ou daquela
religião, vamos apenas sentir, apenas amar, apenas servir.
Muito mais importante que ser espírita é ser caridoso. E tem
muita gente por aí que não é espírita e é mais caridoso do que
aqueles que discutem se são ou não espíritas. Como disse
Gandhi: “Que a nossa mensagem seja a nossa própria vida”.
Assim eu acho que deveriam ser os espíritas, calados e
praticantes, reconhecidos pelas obras e não por sua religião,
que sinceramente para Deus não importa qual seja. O espírita
se cobra porque é cobrado, e é cobrado porque não faz muitas
vezes o que deveria fazer, embora saiba o que deva ser feito.
Quando ele for trabalho, amor e caridade, e não vai ser
cobrado e vai ser reconhecido como espírita, aí sim ele vai
poder dizer a si mesmo: “Eu sou espírita”. |