::: O Solitário

Na tentativa de satisfazer desejos, apropria-se de coisas materiais. Acreditando ser livre, o homem corre o risco de aprisionar-se nas próprias ilusões. É algo que não se explica esse sentimento misto de querer ir e querer ficar. Medo e desejo misturam-se com freqüência na pessoa humana. O Homem deseja ser tudo e sente medo ao perceber que tem limites. O que na verdade procura? Amor, segurança, poder, liberdade?....É a consciência que nos mostra o limite dos nossos atos, por isso o Homem é um ser essencialmente solitário. Está sozinho diante de suas escolhas, que o torna responsável único pelas suas ações. O ser humano vive uma relação simbólica com a realidade exterior, resultante de suas experiências e fantasias, portanto o mundo adquire características diferentes para cada um de nós. O Homem em seu isolamento, em sua própria solidão, procura de algum modo dar sentido à sua existência. É esse o verdadeiro motivo da busca ao conhecimento, que vai muito além do sentido de recompensa. O Homem é curioso porque deseja conhecer a si mesmo. Aprende quando se sente livre, arrisca ao se sentir seguro para percorrer novos caminhos. Vencidas as necessidades interiores, portanto individuais, o ser humano pode finalmente caminhar para fora de si e fortificar-se a cada obstáculo. Nada fácil a tarefa do educador, que antes de tudo tem a responsabilidade de ser “libertador” de sonhos, de fantasias, do desejo de conhecer. Nada fácil ser aprendiz, dura conquista que exige coragem, determinação e muitas vezes envolve mudanças. Ambos se espelham e trocam de lado constantemente. Ambos ensinam, ambos aprendem e se constroem mutuamente!

Por enquanto é isso...


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