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A criatura encarnada, por mais
virtuosa que seja, ainda continua refém dos erros que praticou
em suas vidas anteriores, situação essa que reflete o seu
carma ou sua “cruz”. O resgate de tais erros, no que concerne
a sua forma, é, via de regra, escolhido e programado pelo
próprio espírito, antes do renascimento pois é, a única forma
de se progredir na vida do mundo maior, que é a vida
principal, por quanto Eterna. Todavia mesmo nos casos daqueles
que, com dedicação extremada, dedicam-se a prática do Bem, seu
equilíbrio intimo sofre o assédio dos instintos inferiores
remanescentes. A tradição da história cristã registra, por
exemplo, o esforço do jovem Francisco de Assis, rolando sobre
espinheiros a “fugir” de pensamentos menos dignos. O vocábulo
grego Daimon que originou a palavra Demônio , quer dizer
Pensamento! A essência de nosso espírito é constituída de
apenas duas “qualidades”: Pensamento e Ação. Para que,
realmente, sejamos racionais nossas escolhas devem ser “Boas”
ou seja, Lógicas. Isso nos distingue dos animais que só agem
por Instinto e não “pecam”, porque não pensam. Nada na
natureza acontece “de repente” ; a verdade evolutiva é lenta
mas, irresistível. Descobrirmos em nós próprios as falhas
espirituais é procedermos conforme a recomendação alegórica do
Mestre, que enfatizou: “...se teu olho esquerdo o faz pecar,
arranca-o e joga-o fora!...” pois é melhor ser caolho a
prosseguir sem...
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