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Que faço eu
tão longe de sua presença,
Mas com os pensamentos em você?
Que faço? Assim tão impotente pela distância que nos separa?
Para você não sou nada além de palavras.
Palavras ditas pelas não ditas,
entendidas ou não?... Ignoradas...
Nas entrelinhas...
Ao vento, perdidas e esquecidas.
Que chance tenho eu? Se minhas palavras ao serem proferidas já
tornam-se passadas?
Queria um momento. Apenas um momento, em que meus olhos
pudessem passar aquilo
que tenho em minha’alma.
Um momento em que meu sorriso transmitisse a alegria da
espera.
Em que meu corpo pudesse emanar meus desejos.
Que faço eu assim? Tão longe e
lhe querendo por perto?
Que faço eu com meu romantismo tosco?
Com esses sentimentos que talvez sejam tolos ou insanos?
Refém do tempo, da distância,
e do seu querer?
Sem poder nada fazer ...
E sedenta de você, por enquanto,
só lhe peço uma dose no cálice de sua boca...
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