::: ELUCUBRAÇÕES DO AMOR PERDIDO

 


Que horas são? O que importa? Que horas são?
Que dia é hoje ou quando se foi?
Os momentos vividos são únicos e independentes
O pêndulo ainda se movimenta, mas, o cuco não sai mais.
Os móveis envelhecidos
Eles que presenciaram cada instante cada minuto errante.
Um chá? Não obrigada prefiro o gosto amargo da cerveja,
Que desce áspera pela minha garganta.
Garganta essa de gritos contidos, retraídos,
mas que por vezes também
gritou e gemeu de dor, de amor, de êxtase de amargura.
Onde está aquela paixão dos loucos?
Os desvarios das malas na sala?
As noites insensatas com cheiro de erva?
Horas e horas de papos e risos?
As brigas infundadas de sentimentos sinceros
E as noites de amor, de promessas e certezas?
O olhar maravilhoso, o começo de um fim iminente.
Ainda tenho o gosto do beijo
A essência da noite no "apê" em São Paulo
A lembrança da imagem que hoje se perdeu
O tudo hoje não é nada.
As lembranças aos poucos vão se esvaecendo.
As alianças se foram, mas ficaram os dedos.
 

 

ELISANDRA FIALHO

Elisandra Fialho tem 28 anos, é webdesigner do Jornal Meia-Noite e também responsável por diversos sites regionais como o do Itaguará C.C, Jornal Notícias e Augusto Chopperia, entre outros. Reside em Guaratinguetá.

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