|
Não era a toa
o que sentia/
Não era banal nem tão pouco insignificante/
Era extravagante, exagerada, de certa forma famigerada/
Uma paixão inexplicável, um desejo incontrolável/
Que de só ver sentia o corpo vibrar, entranhas a encharcar/
Que ao som de sua voz sua pele arrepiava/
Seu cheiro impregnando as narinas/
O gosto do seu sexo inundando a boca/
E o prazer indefinido se realizava/
Ao toque de suas mãos, sua língua, o gozo era eminente/
Não era pouco/
O êxtase era imenso e de gosto insano/
Não era a toa/
O encontro era mais que sexo casual/
Não era banal/
Havia um sentimento implícito, que não se podia medir, nem dar
forma ou cor/
Arraigado n’alma, na mente e coração/
Não podia mais viver sem isso e não podia mais conviver ao seu
lado/
Algo extremamente difuso e ambíguo./
Até quando poderia resistir?....Sabendo que não era
pouco...mas o que lhe cabia não lhe era bastante.
|