::: BALBÚRDIA DO POETA

Meu amigo é o poeta do caos
Eu, da balbúrdia.

Menos poeta
Mais desejo:
Arte por vir?

Visionário que não entende o que vê.
Que rouba o fogo dos Deuses,
E no caminho de volta,
Tropeça nos próprios pés.

Ateia desavisado,
Fogo em si.

Consome-se;
Nada ilumina
Incomoda apenas...

Sem conseguir ser
Outros o vêem:
Invólucro esquecido
Como velha árvore incendiada

Sem alegria,
Sem sabedoria alguma

Extingue-se...

Um a um,

Até o último átomo de carbono!

 

 

Antonio Jorge Abdalla

O amigo poeta citado acima, o poeta do caos, é Jorge Nicoli, autor de uma poesia interessante que se chama Poeta do Caos, inspirada nela, foi escrita a “Balbúrdia do Poeta”.

:::Edições Anteriores

::: FRASES APARENTEMENTE DISPERSAS (Jorge Nicoli)

::: FREE EM MINHAS ESCOLHAS (Renata Dias)

::: RAZÃO (Samara Gavanier)

::: IN DECISÃO (Jorge Abdalla)


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