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Meu amigo é o
poeta do caos
Eu, da balbúrdia.
Menos poeta
Mais desejo:
Arte por vir?
Visionário que não entende o que vê.
Que rouba o fogo dos Deuses,
E no caminho de volta,
Tropeça nos próprios pés.
Ateia desavisado,
Fogo em si.
Consome-se;
Nada ilumina
Incomoda apenas...
Sem conseguir ser
Outros o vêem:
Invólucro esquecido
Como velha árvore incendiada
Sem alegria,
Sem sabedoria alguma
Extingue-se...
Um a
um,
Até
o último átomo de carbono!
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“ O
amigo poeta citado acima, o poeta do caos, é Jorge Nicoli,
autor de uma poesia interessante que se chama Poeta do Caos,
inspirada nela, foi escrita a “Balbúrdia do Poeta”.
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