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A imagem que
ilustra esse texto nem é tão inusitada. Um torcedor flagrado
nas arquibancadas de um estádio em lágrimas, transtornado ao
perceber seu clube de coração abatido, derrotado, rebaixado.
Outras imagens também se tornaram célebres, como a do
garotinho brasileiro no estádio Sarriá, em 82, ou a do outro
pequeno torcedor, palmeirense, inconformado ao lado do pai
em 2002, no Palestra Itália.
Mas existe uma diferença entre o pranto corintiano de 2007 e
o outro, acredite!
Como? Nossos “chorões” são melhores que os outros? |
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Não! Não se
trata de ser melhor ou pior. A emoção “Fiel” não é mais
forte, apenas mais sofrida!
Uma canção do mestre Toquinho repete: “... Corinthians do
meu coração, tu és religião, de janeiro a janeiro...”. E
assim resume essa obsessão alvinegra! Ser corintiano é muito
mais que um sacerdócio, é um ofício de vida; um amor
incondicional que, em muitos casos, supera sentimentos
românticos e familiares.
A “tragédia de Parque São Jorge” neste ano não será,
acreditem, esquecida em alguns dias ou após pequenas
conquistas.
O corintiano foi gravemente ferido e nos últimos dias vem
exercitando seu reconhecido hábito de “sofrer” em condições
exponenciais. É dor que não acaba mais, que ninguém duvide
disso!
E é justamente essa paixão sem limites ou freios e sem meias
medidas, que faz da imensa nação alvinegra um “alvo”
preferencial da ira de seus adversários.
O sorriso estampado no rosto de cada palmeirense, sãopaulino,
santista, gaúcho ou mineiro é fácil de ser compreendido
quando percebemos o fator que nos difere das outras
torcidas.
Nossa paixão sim! Essa é maior que a deles! Essa é
inquebrantável e tão imensamente poderosa que ela, por si
só, causa essas indisfarçáveis manifestações de alegria
salpicada de inveja e rancores atrelados a tão famosa “dor
de cotovelo”.
Por que não podemos amar assim? Porque não somos capazes de
tamanha fidelidade? Perguntam-se atordoados palestrinos e
tricolores inconformados.
Sim meus amigos, somos “Locos por ti Corinthians”. Na
primeira, na segunda ou em que qualquer divisão que estejas.
Somos assim sem esforço algum, sem disfarçar nenhuma
lágrima, nos campos, quadras, em meio às escolas de samba ou
simplesmente diante de uma partida de futebol de botão!
Estamos tristes sim! Envergonhados e com muita raiva! Mas no
fundo sabemos, e que disso saibam todos, que é nas
adversidades que se reconhecem o verdadeiro gigante!
O Corinthians voltará! E voltará mais forte que nunca!
No fundo “eles” também sabem disso, e tremem só de imaginar! |
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OBS: A jovem da foto,
flagrada pelas câmeras de TV no estádio Olímpico no último
domingo, é Ludmila Castro, filha do médico Cláudio
Galvão de Castro Jr e neta do ex-prefeito de Aparecida,
Cláudio Galvão de Castro (Cláudio Amador). |